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Direito Civil: o conflito que começa antes do processo

Contrato descumprido, dívida que não foi paga, prejuízo que alguém causou. Boa parte disso se resolve com leitura técnica e negociação — e o processo, quando é necessário, começa com uma decisão informada, não com um susto.

Leitura do contrato e dos documentos Retorno em até 1 dia útil Escopo e honorários por escrito
O que entra na análise

Seis frentes do Direito Civil

O que define o caminho não é o tamanho do problema — é o tipo de relação e o que está escrito.

01

Contratos

Formação, revisão e descumprimento. O que a outra parte podia exigir, o que ela não podia e quais consequências o contrato já previu. O art. 475 do Código Civil permite pedir a resolução ou exigir o cumprimento — a escolha entre um caminho e outro muda o resultado.

02

Responsabilidade civil

Dano, nexo causal e culpa. Sem os três, não há dever de indenizar. A análise separa o que é prejuízo comprovável do que é desgaste — e evita tanto a ação sem base quanto a desistência de um direito real.

03

Perdas e danos

Dano emergente é o que você perdeu; lucro cessante é o que razoavelmente deixou de ganhar (art. 402 do Código Civil). A indenização mede-se pela extensão do dano (art. 944), e os prejuízos precisam ser diretos e imediatos (art. 403).

04

Cobrança de dívidas

O prazo prescricional raramente é o mesmo. Aluguel prescreve em três anos (art. 206, §3º, I); reparação civil, em três anos (§3º, V); a regra geral do art. 205 é de dez anos. Cobrar depois do prazo é perder o direito de exigir judicialmente.

05

Posse e propriedade

Esbulho, turbação e ameaça têm prazos e remédios próprios. A análise identifica se cabe ação possessória, qual a via correta e o que a documentação do imóvel sustenta antes de qualquer medida.

06

Acordo e negociação

Nem todo conflito precisa de sentença. Uma notificação bem redigida ou um acordo com garantia de pagamento resolve antes do processo — e o que se economiza em tempo costuma superar o que se ganharia em uma disputa longa.

Perguntas frequentes

Sobre questões de Direito Civil

Preciso entrar na Justiça para resolver?
Não necessariamente. Muitos casos se encerram com notificação ou acordo, e isso costuma ser mais rápido e mais barato. O processo entra quando a outra parte não responde, não tem patrimônio ou quando é preciso uma medida urgente que só o juiz concede. A análise indica em qual cenário o seu caso está.
Quanto tempo tenho para cobrar uma dívida?
Depende da origem. Aluguéis prescrevem em três anos, contados do vencimento de cada parcela (art. 206, §3º, I, do Código Civil). A pretensão de reparação civil também é de três anos (§3º, V). Quando a lei não fixa prazo menor, a regra geral do art. 205 é de dez anos. Como o prazo muda o desfecho, essa conferência é o primeiro passo de qualquer cobrança.
Dano moral só se resolve no Judiciário?
A reparação pode ser negociada, mas exige critério: o valor precisa corresponder ao dano demonstrado, não a uma estimativa otimista. Propor um número sem base enfraquece a negociação e, se virar processo, a discussão passa a ser sobre a razoabilidade do pedido.
O que costuma decidir um caso civil?
Documento e data. Contrato escrito, comprovante de pagamento, conversa por escrito, notificação enviada com confirmação. Quem tem o documento tem o fato; quem tem só a lembrança tem uma versão. É por isso que a primeira etapa é sempre organizar o que existe.

Tem uma questão civil para resolver?

Me conte a situação e envie o que tiver por escrito — contrato, comprovante, mensagem. Eu digo o que é possível e o que não é.

EndereçoRua General Sócrates, 216 — sala 55
Penha de França, São Paulo/SP

Como funciona a análise

Você recebe o que será feito e os honorários por escrito, antes de decidir.

Falar com o escritório O envio não cria relação de patrocínio. A contratação depende de contrato de honorários firmado entre as partes.